Depois do Quénia e das Maldivas, Cristina Ferreira e João Monteiro continuam as suas férias de sonho, desta vez num país novo para os dois, o Sri Lanka. O casal, que namora há dois anos, está na cidade portuária de Galle, com ligações históricas a Portugal.
Mas já lá vamos.
Com temperaturas a rondar os 29ºC e humidade a 8o%, Cristina Ferreira começa por confessar: "é tudo lindo mas está um calor que não se aguenta". Relembrando os tempos em que leccionou História a alunos no ensino secundário, antes de se tornar uma estrela de televisão, a apresentadora da TVI partilhou uma imagem do forte de Galle, relembrando a passagem dos navegadores portugueses por aquele país. "Só para avisar que foram os portugueses que construíram isto. A presença portuguesa está em todo o lado. É incrível como durante centenas de anos fomos realmente um povo que fez história. Éramos ousados, atrevidos, curiosos. Gostava de saber onde se perdeu essa 'herança'", escreveu.
O Sri Lanka, outrora conhecido como Ceilão, nome atribuído durante o domínio português, não era terra de ninguém aquando a chegada (por acidente) da frota liderada por Lourenço de Almeida. Um dos primeiros nomes pelo qual este país cujo primeiro reino remonta ao século IV antes de Cristo foi conhecido no Ocidente foi Taprobana, celebrizado n'"Os Lusíadas" de Camões.
Galle foi durante séculos um porto cosmopolita frequentado por persas, árabes, gregos, romanos, chineses e indianos, e o local continuou a prosperar sob diferentes influências muito antes da presença portuguesa.
Cristina Ferreira observou também o charme atual da cidade. "Gosto do ar tropical, da arquitetura colonial, da vida real ao lado do turismo, das lojas incríveis em espaços cheios de vida. Com influências portuguesas, holandesas e britânicas, há muitos Fernandos por aqui. É menos caótico do que a Índia, as pessoas são muito simpáticas e disponíveis, outras parecem mesmo retiradas de um filme. O quarteirão da justiça foi o que mais me impressionou… E é nesta diferença que me encontro. Viajar é isto mesmo. Olhar outra realidade e guardá-la para sempre."
O Forte de Galle, construído pelos portugueses em 1588 e fortificado pelos holandeses a partir de 1649, mantém hoje a sua estrutura histórica, com muralhas de granito e três bastiões conhecidos como “Sol”, “Lua” e “Estrela”. Reconhecido pela UNESCO, o forte é um exemplo da interação entre arquitetura europeia e tradições asiáticas e resistiu a eventos como o tsunami de 2004. Além da história europeia, Galle é hoje um centro cultural com ruas pitorescas, mercados vibrantes, cafés históricos e uma população multiétnica que transforma cada passeio numa experiência única.
Entre os pontos imperdíveis estão o quarteirão da justiça, a Ágora antiga, igrejas coloniais e miradouros com vistas panorâmicas sobre a baía. Para quem quer seguir os passos de Cristina Ferreira, a maior cidade do país, Colombo, não tem voos diretos desde Lisboa: uma opção prática é via Doha com a Qatar Airways, com preços desde 970€ ida e volta, segundo simulações recentes no Google Flights.