A 60ª edição da Super Bowl, que se vai disputar em Santa Clara, na Califórnia, coloca frente a frente os New England Patriots e os Seattle Seahawks. Para quem não tem qualquer interesse em futebol americano, o foco vai estar no intervalo, em particular na atuação de Bad Bunny.
O artista de 31 anos leva ao maior palco do mundo o imaginário de Porto Rico, território sob administração dos Estados Unidos, mas com alma plenamente latina, língua maioritariamente espanhola e uma cultura que se ouve antes de se ver. A Super Bowl de 2026 transforma-se, assim, numa montra global para uma ilha que vive entre o som do mar e o som dos colunas.
Com raízes taínas, espanholas e africanas, Porto Rico foi colónia espanhola até ao final do século XIX, quando passou para a esfera norte-americana. Hoje, assume-se como uma ponte entre o Caribe e os EUA: dólar na carteira, ritmos latinos na rua, rum nos copos e um orgulho identitário que se sente em bandeiras, murais e letras de músicas que correm o mundo.
É precisamente essa mistura que faz da ilha um destino a considerar. Se a atuação do intervalo da Super Bowl é o convite, a viagem é o verdadeiro espetáculo: de bairros coloniais a florestas húmidas, passando por praias que parecem filtros do Instagram, aqui ficam cinco sítios essenciais para entrar no universo de Porto Rico, de preferência ao som de "DeBÍ TiRAR MáS FOToS".
1. Viejo San Juan: história em cores saturadas
O centro histórico de San Juan é o melhor cartão de visita da ilha: ruas de paralelepípedos, casas coloniais pintadas em tons eléctricos, varandas de ferro e fortalezas como o Castillo San Felipe del Morro a vigiar o Atlântico. Passear por aqui é ver, numa tarde, séculos de história espanhola, presença americana e vida quotidiana porto-riquenha a cruzarem-se — entre cafés, galerias e praças onde se dança e conversa até tarde.
2. El Yunque: floresta tropical a uma hora da cidade
A cerca de uma hora de San Juan, El Yunque é a pausa verde no meio de tanta música. Única floresta tropical húmida do sistema florestal dos EUA, é um labirinto de trilhos, cascatas e miradouros onde o som deixa de ser reggaeton e passa a ser chuva nas folhas, aves endémicas e água a cair em pequenas lagoas. Ideal para quem quer equilibrar noites longas com caminhadas, banhos em cascatas e aquela sensação de Caribe em versão selvagem.
3. Rincón: ondas, sunsets e espírito de surf
No oeste da ilha, Rincón é o lado mais descontraído de Porto Rico. Famoso pelas ondas que atraem surfistas de todo o mundo, tem praias como Domes e Sandy Beach onde tanto se faz desporto como se assiste a pores do sol instagramáveis. Entre sessões de surf, há bares à beira-mar, restaurantes com peixe fresco e um ritmo de vida que não tem nada a ver com o relógio apertado dos Estados Unidos continentais.
4. Santurce: murais, música e mesas criativas
Em San Juan, o bairro de Santurce é o epicentro da cena contemporânea: murais gigantes a ocupar fachadas, galerias que mostram artistas locais e espaços culturais que misturam exposições, concertos e festas. À mesa, vale tudo, desde comida de rua a restaurantes que reinventam clássicos porto-riquenhos com leituras modernas. É o sítio certo para sentir o lado mais urbano e criativo da ilha.
5. Flamenco Beach, Culebra: o Caribe em modo postal
Na pequena ilha de Culebra, Flamenco Beach é o cliché caribenho levado ao limite... mas em bom. Areia branca, água turquesa transparente, colinas verdes a enquadrar a baía e um ambiente calmo, perfeito para nadar, fazer snorkel ou simplesmente estender a toalha e ficar a ver o tempo passar. Acessível de ferry ou em pequenos voos a partir da ilha principal, é o contraponto ideal à energia urbana de San Juan e ao ruído do estádio: aqui, o som de fundo é o mar.