O governo japonês prepara-se para aumentar o custo dos vistos e da taxa turística de saída em 2026, uma medida com o objetivo de financiar infraestruturas e responder à forte pressão do turismo no país, segundo a "Time Out". Atualmente, a taxa cobrada aos visitantes no momento da partida é de cerca de 1.000 ienes (aprox. 5,60€), mas deverá ser revista em alta. Este imposto foi criado em 1978 e nunca sofreu um aumento.

De acordo com o "Tokyo Weekender", o visto de entrada simples custa 3.000 ienes (cerca de 17€), e o de entradas múltiplas chega aos 6.000 ienes (cerca de 34€). Estes valores são considerados baixos quando comparados com países do G7 e da OCDE, justificando o aumento previsto. A medida incluirá ainda a implementação de um novo sistema eletrónico de autorização de viagem — JESTA — em 2028.

O número de turistas internacionais está em forte crescimento e já ultrapassou os 30 milhões apenas nos primeiros nove meses do ano, uma tendência que pode chegar aos 40 milhões em 2025, refere o "Tokyo Weekender". Os valores dos vistos e da taxa turística ainda não foram revelados.

Quioto com taxas de alojamento em 2026

No início de outubro, o governo nipónico anunciou uma nova taxa de alojamento escalonada na cidade de Quioto, que entrará em vigor em 2026. Será o primeiro aumento desde a introdução desta cobrança em 2018 e prevê-se que a receita da cidade com este imposto passe de cerca de 32 milhões de euros para aproximadamente 71 milhões. A nova estrutura tem como objetivo garantir que os visitantes contribuam de forma mais justa para os custos associados ao turismo excessivo.

No novo sistema, os hóspedes em hotéis de luxo pagarão até 10.000 ienes (cerca de 56€) por noite, enquanto os que ficarem em alojamentos de gama média poderão ter de pagar entre 1.000 e 4.000 ienes (5,50€ a 23€). Para as estadias mais económicas, abaixo dos 6.000 ienes (cerca de 34€) por noite, aplica-se a taxa mínima de 200 ienes (aproximadamente 1€). De acordo com a Euronews, As autoridades de Quioto sublinham que o objetivo não é dissuadir o turismo, mas antes que os visitantes “paguem a sua parte” nos esforços para gerir o fenómeno do excesso de turismo.