A segunda viagem de Carolina Nashtai a Nova Iorque aconteceu em pleno outono, desta vez com o namorado. A cidade, que já conhecia de uma visita anterior em 2022, voltou a surpreender a influenciadora digital com a energia criativa, a arquitetura icónica e os detalhes que fazem da metrópole uma referência em moda, decoração e gastronomia.

Em entrevista exclusiva à TRAVEL MAGG, Carolina partilha um verdadeiro guia de viagem para Nova Iorque: desde os hotéis onde ficou, aos restaurantes que mais a marcaram, passando pelos spots românticos menos óbvios e os essenciais de bagagem. Entre dicas práticas e memórias pessoais, revela como viver a cidade de forma autêntica e inesquecível.

Leia a entrevista

Que memórias guarda da sua primeira viagem a Nova Iorque?

A primeira vez que fui a Nova Iorque foi em 2022, com o meu namorado e lembro-me de ficar completamente rendida. A vista do Top of the Rock deixou-me sem palavras e Times Square, apesar de turística - impressiona sempre ao vivo. É uma cidade que crescemos a ver em séries e filmes, mas o impacto da primeira vez é diferente. Foi das poucas cidades onde pensei imediatamente: “imagino-me a viver aqui.”

O que a faz voltar?

Nova Iorque inspira-me em tudo: decoração, moda, comida… são áreas que fazem parte do meu dia a dia, e lá sinto sempre que a cidade está uns passos à frente do resto do mundo. Há uma energia criativa que não encontro noutro sítio.

Como é que se planeia a viagem perfeita? Dias, época do ano, objetivo.

Já fui em três alturas diferentes e todas mudaram a experiência. Fevereiro não recomendo a ninguém — o frio é mesmo cortante. Em setembro, apanhei um tempo maravilhoso. Mas esta última vez, em pleno outono, foi a minha favorita: a cidade fica pintada em tons quentes e o Central Park parece um filme. Ficámos 7 noites/8 dias, e acho que é a altura perfeita para uma primeira visita. Esta viagem foi mais para viver a cidade, descobrir restaurantes novos e fazer compras. Da primeira vez, em que fiz tudo o que é turístico, o tempo também foi ideal.

Os voos fizeram toda a diferença. Fomos com a SATA/Azores Airlines, com escala em Ponta Delgada - ótimo para evitar o caos do controlo de passaportes em Lisboa. Chegámos a Nova Iorque à noite, perfeitos para dormir e acordar com o corpo alinhado. No regresso, o voo era só ao final do dia, por isso aproveitámos até ao último minuto.

Fale-me dos hotéis onde ficou. O que destaca em cada um?

Ficámos em três hotéis para sentir zonas diferentes da cidade. Começámos em Tribeca, no Four Seasons Downtown. É muito tranquilo, moderno, e o serviço é realmente bom. Os quartos têm muita luz e é ótimo para quem quer estar perto de Soho mas dormir num sítio mais calmo.

Depois fomos para o W Union Square, que é quase o oposto — mais jovem, mais colorido e com aquela energia da zona. O hotel foi renovado há pouco tempo e nota-se. É confortável e está rodeado de cafés e mercados, por isso acabávamos sempre por ficar na rua a explorar.

Terminámos no St. Regis, que é um clássico da cidade. Elegante, requintado, daqueles lugares que aparecem em filmes como "O Padrinho e O Diabo Veste Prada". Parecia saído de um conto de fadas, com a vantagem de estar colado ao Central Park e à 5th Avenue.

Que restaurantes recomenda? E o prato que mais a surpreendeu?

Nova Iorque é uma perdição — decidimos mesmo experimentar restaurantes novos desta vez. A melhor surpresa foi o S&P, um diner antigo com verdadeira “soul food”. As sandes de pastrami eram incríveis e a tuna melt foi a melhor que já comi. Para mim, supera o Katz’s Deli… e éramos literalmente os únicos turistas lá dentro.

Recomendo também o The Nines - difícil de reservar, mas vale pela atmosfera de jazz, veludo vermelho e aquele lado burlesco e intimista. E uma das minhas experiências preferidas foi o Smoke Jazz Club, uma surpresa do meu namorado na última noite, porque ele sabe o quanto eu amo jazz.

Spots mais românticos da cidade, mesmo que não óbvios?

O Central Park é sempre o clássico — nunca falha. Mas os momentos mais românticos para mim foram os inesperados: encontrar um jardim pequeno no meio da cidade, sentarmo-nos num largo qualquer, ouvir uma banda de jazz improvisada enquanto bebíamos o nosso café da manhã. A cidade tem esta magia de criar romance nos sítios mais simples.

Quais foram os seus essenciais de viagem? Da roupa aos acessórios, passando pela cosmética.

Levei casacos de pelo e uma estola da Vintage Visions, em Campo de Ourique — vou lá sempre buscar casacos para viagens de frio, porque são quentes e duram imenso. Relativamente ao calçado: umas combat boots pretas e os meus Onitsuka Tiger Mexico 66, que são literalmente como andar nas nuvens.

Levo sempre vários óculos de sol, chapéus e malas. São a melhor forma de criar looks diferentes sem levar meia casa atrás - trocando acessórios, parece que estamos a vestir outro outfit.

Em beauty, o perfume marcou completamente esta viagem: comecei a usar o Rose Star da Dior quando aterrei e ficou ligado à memória desta semana - uma rosa moderna, leve e luminosa, com um toque doce subtil - vibrante como Nova Iorque. Levei também o cleanser e o exfoliante da ISDIN, o sérum e creme da linha resveratrol da Caudalie, e o meu novo achado: o lip balm da C.O. Bigelow, de uma farmácia francesa onde a Carolyn Bessette Kennedy comprava alguns dos seus essenciais de beleza.

Veja as fotos exclusivas de Carolina Nashtai em Nova Iorque

Fotos gentilmente cedidas por Carolina Nashtai