A CNN incluiu Saragoça na sua lista de “melhores lugares para visitar em 2026”, chamando a atenção para uma cidade espanhola muitas vezes ofuscada por Madrid ou Barcelona, mas que reúne argumentos sólidos para ser redescoberta este ano. A recomendação tem motivos concretos: a passagem do eclipse solar total em agosto, reaberturas ligadas a Francisco de Goya, nascido na região, e uma identidade histórica que atravessa séculos sem se tornar museológica.
Dois milénios de história num centro fácil de explorar
Fundada pelos romanos como Caesaraugusta, entre 25 e 11 a.C., Saragoça cresceu numa posição estratégica do vale do Ebro, deixando vestígios que ainda hoje fazem parte do percurso urbano. Fórum, teatro e termas convivem com heranças visigóticas e islâmicas, visíveis sobretudo no Palácio da Aljafería, uma fortaleza-palácio do período das taifas considerada um dos exemplos mais bem preservados de arquitetura islâmica no norte da Europa.
O coração da cidade bate na Plaza del Pilar, uma das maiores praças da Europa, onde se erguem a Basílica de Nuestra Señora del Pilar e a Catedral del Salvador, conhecida como La Seo. A basílica barroca, símbolo maior de Saragoça, impressiona pelas cúpulas coloridas e pelos frescos de Goya, enquanto La Seo revela uma sobreposição rara de épocas, da antiga mesquita ao mudéjar classificado como Património Mundial da UNESCO.
Mas Saragoça não vive apenas do passado. A cidade afirma-se também pela relação contemporânea com o rio, pelas pontes modernas, pelos passeios ribeirinhos e por uma cena gastronómica que combina tapeo tradicional com propostas mais autorais. Compacta, animada e bem ligada por comboio a Madrid e Barcelona, encaixa-se naturalmente num fim de semana prolongado e posiciona-se como uma das escapadinhas mais interessantes para começar 2026 com tempo, contexto e profundidade.
Saragoça fica a 8h30 de carro desde o Porto e a 9h30 de Lisboa. Mais informações aqui.