Convertidos aos encantos rurais, dois biólogos trocaram Lisboa por Castelo Rodrigo para dar vida à Casa da Cisterna. Aqui não há pressa, o pequeno-almoço não tem horas e os passeios pelo campo podem incluir piqueniques e visitas noturnas às gravuras rupestres do Vale do Côa.
Para muitos, o conceito de luxo está associado a edifícios modernos, ambientes exclusivos e serviços impessoais. Mas, na Casa da Cisterna, em pleno coração da aldeia fortificada de Castelo Rodrigo, a definição é bem diferente. O luxo está nos muros de pedra com séculos de história, na tranquilidade do campo e no acolhimento de quem recebe os hóspedes com um sorriso.
O projeto nasceu pelas mãos de Ana e António, dois biólogos lisboetas que trocaram a azáfama da capital pela serenidade do interior. O nome do alojamento presta homenagem à antiga cisterna que, em tempos, abastecia a povoação e que hoje renasceu como uma piscina singular, preservando parte da história da aldeia.
Se é daqueles que detesta pôr o despertador nas férias para não perder a primeira refeição do dia, este é o sítio certo. Na Casa da Cisterna, o pequeno-almoço é servido sem qualquer limitação de horário. À mesa chegam sumos naturais de laranja de Barca d'Alva, mel da região, compotas e bolos caseiros, requeijão, queijo de ovelha, presunto fumado e ovos preparados na hora.
Quem preferir jantar no alojamento encontra diariamente menus de conforto, com entradas como alheira ou espargos selvagens com ovos mexidos, sopas tradicionais, pratos como arroz de frango do campo, lombo assado com ervas aromáticas ou bacalhau gratinado, além de sobremesas caseiras, entre elas farófias e pudim de coalhada.
O alojamento distribui-se por várias tipologias, muitas delas inspiradas na fauna e flora da região, como o Quarto do Pisco, o Quarto do Rabirruivo, o Quarto do Amieiro ou o Quarto do Freixo.
Há também suites, como a Suite do Noitibó, que dispõe de sala com lareira e mezzanine, e a Suite do Sobreiro, equipada com uma cama Hästens, lareira e uma zona de leitura com vista panorâmica.
Para famílias ou grupos, existem opções como a Casa Mikwek, disponível com dois ou três quartos, que inclui lareira, cozinha equipada e um quarto com cama suspensa e teto estrelado. Já a Villa da Igreja distribui-se por dois pisos e conta com um terraço panorâmico.
Durante a estadia, os hóspedes podem participar em passeios guiados pelo campo acompanhados por uma bióloga, encomendar uma cesta de piquenique para levar nas caminhadas, fazer uma visita noturna às gravuras rupestres do Vale do Côa, explorar o Parque Natural, embarcar num passeio de barco pelo Douro a partir de Barca d'Alva ou visitar a vila fortificada de Almeida.
Os preços variam consoante a tipologia e a época do ano. Na época baixa, as estadias começam nos 88€ por noite no Quarto do Pisco e podem chegar aos 398€ por noite na Villa da Igreja.