Chama-se “dusking” e está, segundo a BBC, a ganhar terreno entre viajantes que procuram algo cada vez mais simples — e, paradoxalmente, mais difícil de cumprir: parar. A prática consiste em reservar o final do dia para observar o pôr do sol sem distrações, sem telemóvel e sem a urgência de transformar tudo em conteúdo.

Mais do que uma tendência estética, o “dusking” encaixa na crescente vontade de recuperar algo cada vez mais raro em viagem: tempo para não fazer nada. Em vez de encaixar mais experiências no dia, a lógica inverte-se: escolher não fazer nada durante alguns minutos e deixar que o cenário faça o resto.

A prática tem raízes em tradições holandesas e africanas associadas à contemplação do crepúsculo, mas ganhou agora um novo fôlego graças à procura crescente por experiências de viagem ligadas ao bem-estar e ao mindfulness. Num mundo dominado pela produtividade constante, o “dusking” surge quase como um pequeno ato de rebeldia: não fazer nada durante alguns minutos — e sentir-se bem com isso.

A tendência tornou-se tão popular que a empresa de conectividade Holafly criou um “Global Dusking Index”, um ranking dos melhores destinos do mundo para viver este ritual. O estudo cruzou fatores como qualidade atmosférica, condições meteorológicas, popularidade nas pesquisas Google, presença nas redes sociais e comportamento real dos viajantes.

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