Se está a pensar em fugir para bem longe este ano, convém saber que uns destinos vão pesar-lhe bem mais no orçamento do que outros. Um estudo da seguradora de viagens norte-americana Squaremouth cruzou dados de mais de 100 mil vendas de seguros de viagem com inquéritos a mais de 6 mil clientes para construir um índice de despesa que combina cinco fatores: custo diário médio, voo, aluguer de carro, alimentação e alojamento.
Por isso, a posição de cada destino no ranking não reflete apenas um valor isolado: um país pode ter um custo diário mais baixo do que outro e, ainda assim, surgir à frente na lista, se for consistentemente caro nas restantes categorias.
É o caso da Gronelândia, que lidera o ranking mesmo com um custo diário inferior ao da Antártida ou do Botswana: o destino ártico está entre os mais caros em quase todas as frentes, com um custo diário médio de cerca de 1.027€, voos que rondam os 1.190€ e o aluguer de carro mais caro do estudo, cerca de 96€ por dia.
O padrão repete-se ao longo da lista: destinos remotos ou associados a experiências premium — expedições polares, ilhas tropicais, safaris — dominam o topo, mais do que destinos tradicionalmente vistos como caros. O que torna cada um deles caro também varia: na Antártida e no Zimbabué são sobretudo os voos; em Anguilla é o hotel, apesar de ter uma das tarifas aéreas mais baixas do estudo; já na Suíça, é o preço da restauração local que mais pesa no orçamento final.
O estudo aponta ainda para uma tendência mais ampla: 45% dos viajantes inquiridos dizem que vão aumentar o orçamento de viagem em 2026, e cerca de um quarto admite gastar mais este ano para garantir uma experiência de topo — um sinal de que o turismo premium está a crescer, mesmo com os custos a subir.
Conheça o TOP 10
Os valores correspondem ao custo médio diário de viagem, incluindo voos, alojamento, transporte e alimentação.