A transportadora portuguesa explicou que a operação será retomada de forma gradual, enquanto decorrem os trabalhos necessários para restabelecer a atividade regular no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, que sofreu danos provocados pelos sismos. Tal como outras companhias internacionais, a TAP irá utilizar temporariamente o aeroporto de Valencia como alternativa para garantir a ligação entre Portugal e a Venezuela.
No primeiro voo de regresso à operação, a companhia vai transportar cerca de 8,7 toneladas de material médico destinado à resposta humanitária. A iniciativa é realizada em articulação com o Governo português e o Ministério da Saúde, cabendo ao Instituto Camões a coordenação da ajuda portuguesa. A TAP disponibilizou capacidade de carga para assegurar o envio destes bens essenciais às populações afetadas.
Por razões operacionais, os voos para Valencia farão uma escala técnica em Pointe-à-Pitre, na ilha de Guadalupe, onde permanecerão as tripulações, não estando prevista a permanência de aviões ou equipas da companhia em território venezuelano. A TAP garante que continuará a acompanhar a evolução da situação, com o objetivo de regressar à operação habitual para a Venezuela assim que estejam reunidas todas as condições de segurança.
Os mais recentes balanços apontam para 3.811 mortos, mais de 16.700 feridos e cerca de 17.900 desalojados na sequência dos dois sismos que atingiram a Venezuela a 24 de junho, números que continuam a aumentar à medida que prosseguem as operações de busca e identificação das vítimas. Entre a comunidade portuguesa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou 96 portugueses e lusodescendentes mortos, enquanto 60 pessoas continuam desaparecidas.