A easyJet está no centro de uma tentativa de aquisição por parte da Castlelake, um fundo de investimento norte-americano que pretende assumir o controlo da transportadora britânica. A proposta mais recente avalia a companhia em 4,7 mil milhões de libras, cerca de 5,5 mil milhões de euros, mas o conselho de administração voltou a rejeitar a oferta, tal como já tinha feito em duas ocasiões anteriores.
A Castlelake apresentou três propostas nos últimos meses, aumentando gradualmente o valor oferecido aos acionistas. Depois de ver a terceira tentativa recusada, o fundo decidiu tornar pública a intenção de compra. De acordo com o "The Guardian", o objetivo é convencer os acionistas de que a operação pode trazer mais valor para a empresa e pressionar a administração da companhia aérea a reconsiderar a posição.
Do lado da easyJet, a resposta continua a ser negativa. A empresa considera que as propostas apresentadas subvalorizam o negócio e não refletem o potencial de crescimento da companhia. A transportadora acredita que fatores temporários, como a instabilidade geopolítica, a subida dos preços dos combustíveis e uma menor procura em alguns mercados, afetaram o valor das ações nos últimos meses, mas insiste que a estratégia em curso permitirá aumentar os lucros nos próximos anos.
Além do preço, a easyJet levantou dúvidas sobre a própria estrutura do negócio. Como as companhias aéreas europeias têm de ser maioritariamente controladas por investidores da União Europeia, a Castlelake associou-se a executivos europeus do setor da aviação para cumprir essas regras. Ainda assim, a administração da companhia considera que a proposta é oportunista e alerta para possíveis desafios financeiros e regulatórios, pelo que, para já, continua a dizer "não" à venda.