A saída da Ryanair dos Açores, em março, marcou um ponto de viragem nas ligações aéreas do arquipélago. A decisão foi justificada pela companhia com as taxas aeroportuárias e o enquadramento operacional, deixando seis rotas e cerca de 400 mil passageiros anuais sem ligação direta ao território.

Em resposta, a ANA Aeroportos de Portugal anunciou esta terça-feira, 5 de maio, o reforço do seu programa de incentivos para atrair novas companhias e rotas, incluindo um apoio que pode chegar até 100% no segundo ano de operação. As taxas aeroportuárias nos Açores mantêm-se inalteradas em 2026, pelo segundo ano consecutivo, sendo apresentadas como as mais baixas da rede.

O Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, prepara-se para receber novas ligações internacionais já em 2026. A Air Canada e a WestJet passam a operar voos para Toronto, enquanto a Austrian Airlines estreia a rota para Viena, reforçando a ligação da região a mercados estratégicos da América do Norte e da Europa.

Paralelamente, está em curso um programa de investimento em infraestruturas que inclui modernização dos terminais e aumento de capacidade em Ponta Delgada. Num contexto de reconfiguração da oferta aérea, o arquipélago aposta agora em diversificar companhias e reduzir a dependência de operadores específicos, reforçando a estabilidade da sua rede de ligações internacionais.