— “O deserto era horroroso, não tinha nada para ver. Paguei 120€ para nada.”
— “Já tentei várias vezes ir ao Pão de Açúcar, mas não dá porque está muito vento. Não há outro supermercado aonde possamos ir?”
— “Adorei o apartamento, mas a cama era toda em cimento, não consegui guardar por baixo a caixa de batatas.”
— “Quero que mude o meu hotel em Palma de Maiorca. O meu filho quer estrear a prancha e aqui não há ondas.”
— “A decoração do quarto era inaceitável. A colcha da cama era aos quadradas e as cortinas às riscas.”
— “Estou atrasada mas já vou a caminho do aeroporto. Ligue por favor para a companhia aérea para o piloto esperar um bocadinho.”
— “O meu chefe quer ir para os Açores de avião, comboio ou barco. Para que ilha? Aquilo é por ilhas? Está bem, vou perguntar-lhe e já lhe ligo.”
— “Os cortinados do hotel eram demasiado floridos.”
— “O mar tinha ondas.”
— “O quarto tinha baratas, mas isso ainda era o menos. O minibar não estar a funcionar é que é imperdoável.”
— “A praia [na Tunísia] está cheia de ‘monhés’ a incomodar-me. E a equipa de animação goza com os portugueses a fazer piadas sobre batatas com bacalhau.”
— “Não quero ficar aqui porque a praia está cheia de gente feia.” A meio do telefonema dá um grito. “Pisei uma coisa, uma coisa preta… espere, afinal é só um papel.”



